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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

adeus, senhor do olá.

Ainda me lembro da primeira vez que o vi. Estava vestido com um casaco de fazenda branco, comprido, impecavelmente penteado. O Nuno gritava da janela do carro: "olha olha, aquele é o senhor que diz adeus!". Pensei para os meus botões: "Deve ser maluquinho...coitado!".

Ao longo do tempo vi-me a acenar-lhe quase diariamente, e a falar dele a todos que me vinham visitar à capital. Lembro-me de desviar pelo Saldanha com o André para lhe irmos dizer adeus.Do seu olhar terno, do frio que devia passar todas as noites cumprindo religiosamente a sua missão.
Houve uma altura em que deixei de o ver. Alguém me pregou a peta de que tinha sido espancado e violado e mais nao sei o quê, e foi então, passados uns quantos meses, que o voltei a ver, com um outro casaco preto, mais quente, que alguém lhe deve ter dado depois da entrevista que o tornou ainda mais famoso. Foi bom, estava bem, continuava com aquele ar cuidado e sonhador, com a mesma alegria inocente. Ainda acenava, mandava beijinhos, e sorria.

Dizia "eles precisam mais de mim do que eu deles"...e foi então que entendi que coitados somos nós, não ele...não acenamos a desconhecidos, não confiamos em ninguém, raramente sorrimos a quem passa, não tiramos a cabeça do umbigo, nem os phones dos ouvidos...andamos pela rua,mais ou menos apressados, com a cabeça na nossa vida e na nossa música, perdemos a beleza da cidade e das suas pessoas.
chamos que um sorriso é uma maneira intrusiva de um estranho olhar para nós, sentimos que aquela pessoa está a fazer um juízo de valor de qualquer espécie. Ficamos o resto do caminho a escrutinar a nossa personalidade - "porque será que aquele gajo me acenou, me sorriu? será porque me achou feia, bonita, esquisita, será a minha roupa, será que o conheço de algum lado...?"... O senhor José simplesmente responde que é porque está feliz, porque quer fazer quem passa sorrir de volta. É incrível esta lição de vida, de quem não é famoso, não escreve livros, não tem um programa de opinião na TV, não faz grandes acções de formação na net...simplesmente é um grande observador. E, na verdade, ele sempre me fez sorrir, sempre lhe atirei beijinhos, fez parte da Lisboa que eu sempre quis que existisse.

Agora Lisboa está mais triste. A praça do Saldanha está de novo sisuda, metida na sua vida e nos seus problemas.

Há uma petição para erguer uma estátua a José Serra. Sou a favor, completamente, ele tocou músicos, escritores, artistas, jornalistas e todos nós. Dedicou a sua vida a contribuir, com o pouco que tinha, para tornar a cidade mais bonita. Lamento a quem esta opinião choca e ofende, mas fez mais por mim do que muita gente que está representada nestas pracetas. Obrigada.


"Chamam-me o Senhor do Adeus mas eu sou o senhor do Olá (...) Tudo isto é solidão? Essa senhora é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias da casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, se sentir gente (...) Só fico triste quando o movimento acaba.".
in Público.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FML: estado de espírito.


Nestes últimos 7 anos passou muita coisa por mim, muita gente. Em bom Português, não conseguiria para já fazer uma balanço do quanto mudou a minha vida desde que vim para Lisboa. Talvez quando, em breve, a vir de uma perspectiva diferente. Com a faculdade sempre tive uma relação amor/ódio, nunca me identifiquei muito com a gente que lá passava, mas isso também acabou por não ser assim tão diferente do resto das rotas que percorri, pois filtradas bem as coisas, fiquei com amigos para a vida. O que é certo, e é exactamente isto que pretendo tratar neste texto, é que tenho orgulho da minha faculdade, da grande imaginação da "minha" gente, e de tudo que aprendi com ela.
E aqui ficam alguns momentos, para partilhar com vocês, que se se estão a dar ao trabalho de ler isto, são concerteza uma parte importante de mim, mesmo que não o saibam.
Obrigada.




(neste há uma cara conhecida, aliás, várias:p )






*menção honrosa ao João e à Ginja*
- Sítio onde são feitos os crmos porque só se estuda aqui...
...aqui tu queimas a pestana, isto não é Santana.

sábado, 9 de outubro de 2010

dias de Outono. e as idiotices que fazemos com eles.

Agora chegou a responsabilidade e o trabalho.

E o que é que nós andamos a fazer?
Isto!...




*Adoro o cheiro do Outono e dos dias cinzentos. So sue me!
* "or fuck them all and get a job in orthopaedic surgery"

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

a explicação maisoumenos científica.


[O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas.
Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo: "Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!” ]


MillôrFernandes (adaptado)


Nelson, a minha teoria era que "com'ó caralho" = muito, mas no final da frase. Pois bem, há quem diga que tende para o infinito.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

gay.

Já não dava de caras com um texto assim há muito tempo
(a pedido do João, está aqui o link do texto a que me refiro: http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com/2010/07/o-orgulho.html). Estou intrigada, não sei o que pensar. A primeira vez que o li o adjectivo que fez pop no browser da minha cabecinha foi: cru.

Admirei-o por isso.

Numa segunda impressão, pareceu-me um tanto ou quanto infantil...hum, se calhar não é esta a palavra certa...talvez imaturo - alguém que quer desesperadamente chegar lá mas ainda não entendeu bem o busílis da questão.

Depois li os comentários ao post e fiquei chocada. Como é que conseguimos chegar a este ponto? O ódio e a raiva bruta do que aparentemente são duas facções de uma espécie de província separatista de um país que a mim me é estranho, onde uma alQaeda atira pedras aos catalogados KKKlan, que por sua vez respondem com cocktails molotov.

Eu atiro-me ao chão ideológico, e protejo a cabeça com as mãos: acho que o autor do texto escreve o que pensa, com toda a honestidade de alguém que tenta ser justo. Talvez seja complicado separar-se do Superego intrincado, mas pelo menos o homem esforça-se! (não quero pensar que seja só para ser supergiro dizer que é liberal e que "adorava ter um melhor amigo gay" como se fosse um animal de estimação para levar às compras).


Enfim, o que eu não entendo é porque é que simplesmente se tornou antinatural uma coisa que sempre foi natural em toda a história da humanidade. E não adianta meter a cabeça na areia e argumentar que cada um faz o que quer porque a orientação sexual do indivíduo não vem no BI, ou aliás, sendo mais moderna, no CU! Não vem, de facto, mas é uma das coisas que define a nossa identidade, e ninguém deve ser coagido a esconder, ou se preferirmos o mais politicamente correcto "não revelar" , o que lhe dá na gana fazer num sábado à noite. E é importante mesmo em termos de saúde, de planeamento familiar, de apoio social, etc.

Porquê então fazer uma guerra à volta de uma coisa tão simples? Alguém me explique onde se traça a fronteira entre gays e não-gays?E depois há os menos gays, os mais gays, os muito homofóbicos, os que até toleram e os que fingem que toleram e os típicos Não sabe/Não Responde? Medo.

E se cada "parte" defende tão cegamente a sua ideia ao ponto de crucificar sem dó nem piedade um rapaz qualquer que decide expressar a sua opinião (a qual, curiosamente, era até há bem pouco tempo mais uma coisa livre), pergunto-me quem será mais sectário...credo:

Cá está o post da polémica. Gostava de saber o que pensam. Eu aparentemente tenho a profundidade intelectual de uma batata, porque não entendo isto.

sábado, 21 de agosto de 2010

pa pa pa américánu!



adoro, nunca tinha visto o videoclip. não me interessa se dizem que é foleiro. adoro na mesma (:
(ele esconde-se dentro de um saco de batatas, coméquiépossivel lololol !!! )




Parabéns Gi:)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

reSsaCa LeNdáRia e tiGrada (it's a map were you can read all my fears, pain and bullshit).



Este fim de semana fomos à queima, e apesar de vos ter arrastado para o concerto, acho que foi simplesmente brutal. Estava com muita saudade do nosso pessoal, e até de toda a parvoíce que fizemos.
Ao longo da semana também me apercebi que tenho uma sorte ridícula, por poder ter coisas tão boas. A vida fez-me suar, mas ensinou-me umas quantas coisas, tal como a ti, aliás seguimos estradas afastadas, mas paralelas. Entre muitas outras coisas (acho que esgotei a palavra coisas neste momento, como vês estou a tentar ser muito pouco vaga) ensinou-nos a lutar,e se calhar esfriou o nosso coração mais do que deveria, mais do que às vezes penso que seja justo até... mas mesmo assim ainda conservamos a capacidade de ser felizes. E acredita que quanto mais olho em volta, mais gente perde aquela chama, aquele redemoinho que sentimos na barriga, e simplesmente deixa "aquilo" ganhar. Chama-lhe rotina, ou vida, ou circunstâncias, ou idade, talvez falta de paciência, não me importa, custa-me, sabes que me mata vê-lo em pessoas que gosto e/ou admiro. E nas que não me surpreende, só me entristece. Eu não sei o que lhe chamar, sinceramente, só sei que será a palavra oposta a paixão. Por falar nisso, e continuando o que te dizia, sabes que sou apaixonada por Lisboa, e que a vida entregou-me esta cidade de bandeja, para explorar, sozinha e assustada. E agora adoro todas as pedras de cal, o Rio, os jardins, as conversas, a música, as ruelas...ai as ruelas e os pregões. E posso partilha-la contigo. Tirou-me o Porto, para quando voltasse, aprendesse a ama-lo, e agora excitam-me as pedras de breu, e emociona-me as pessoas que deixei por lá, todos os cafés, mesmo aqueles que já te parecem banais. E cada pedacinho disto que partilhamos, sei que tu vives com a mesma intensidade que eu, que aproveitas todos os bocadinhos de tempo, que levantas os braços comigo no concerto, que brindas e cantas e danças comigo no meio da rua, por tudo e por nada, tens noção que nós cantamos por tudo e por nada ? ...porque no fundo sabemos que qualquer dia pode ser o último, e isso dói, e falamos sobre isso pela primeira vez na nossa vida. Mas ainda não é hoje, nem foi ontem, e agora, só em pensar no final da semana, estou feliz. E não, nunca vamos conseguir ser pessoas graves e sérias. Ainda bem. Gosto muito de nós, infantis, 80% parvas, intensas e muito felizes.






"- But you knew i'm no good
and your familiar with my kind.. (...)
Last night I got so wasted
Can't be who you expect me to
...be.
I say life ain't enough for you
You say baby what you gonna do
Yeah what you gonna do?
Baby can't you see
That death will never be
As good
as life
today
Baby what you gonna do?"

LTM - "life ain't enough for you"

sábado, 30 de janeiro de 2010

a liberTaçãO doS abrAçoS.




Abraços...


Quem me conhece sabe que adoro abraços. Adoro tudo o que se consegue dizer num abraço.
Se calhar o meu jeito tosco de revelar sentimentos é de certo modo compensado pela minha forma física de me expressar. Não tenho medo de tocar, de sentir, de exercer aquela pressão leve para por em rebuliço o sistema nervoso simpático.
E não há abraços e abraços, um abraço expressa sempre carinho, seja por saudade, por amor, por medo,admiração ou por tudo em simultâneo. Lembro-me de inúmeras vezes em que simplesmente não conseguia formular uma frase para dizer tudo o que sentia naquele momento, e tentei com todas as minhas forças que o gesto falasse por mim - E não,não foi mais fácil! Foi bem mais difícil, porque abraçar alguém implica quebrar todas aquelas barreiras que construímos à nossa volta e nos protegem tão bem.

Já tinha ouvido falar muitas vezes nesta iniciativa Free Hugs, mas nunca tinha ligado muito, especialmente porque foi um bocado banalizado por aquelas modas do pessoal dos festivais de verão. Pensei que tinha sido ideia de algum gajo com a mania que era superdiferente e supergiro andar aí a dar abraços e a meter-se com gajas (que era exactamente o objectivo dos betinhos de calções de banho às flores do Sudoeste). Porém, no outro dia, andava a coscuvilhar coisas no iPOD e ví o vídeo original da campanha. Apercebi-me que o gajo que eu tinha julgado tão mal, na realidade está mesmo a abraçar pessoas pela felicidade que é receber um abraço.
E mais, o facto de serem "à borla" realmente faz sentido. Senão pensem, quanto custa um abraço? Hoje em dia é muito difícil alguém gostar de outra pessoa ao ponto de a abraçar espontâneamente. E se conseguirem encontrar essa pessoa, primeiro têm de ultrapassar todos os problemas de confiança que ela inevitavelmente vai ter. Depois, têm de tentar não a desiludir no período "de testes" da amizade. Depois disso, têm ainda que a convencer a ultrapassar os estigmas do politicamente correcto e das segundas intenções. E se finalmente conseguirem tudo isso, e fizerem um amigo, é necessário que ele esteja atento suficiente aos vossos problemas para saber quando precisam de um abraço, e que esteja lá para ti e não demasiado ocupado com a escola, o trabalho, o namorado/a, amigo/a colorido, cão, gato e periquito. Ah e que não seja hipocondríaco e com medo que lhe pegues Gripe A ou Herpes genital ou outra coisa qualquer.
Pode ainda achar-se demasiado
cool, ou ridículo e infantil por estar a dar um "abracinho".

E aí sim, talvez.
Isto não custa? e muito?
E se ainda não vos convenci com o meu patuá, pensem, quantas pessoas abraçaram hoje?
E quem vos abraçou?...
E não é bom?...







A little less conversation
a little more action, please.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conhecido DESconhecido










Alberto Diaz Gutierrez, mundialmente conhecido como Korda (pela semelhança com Kodak), nasceu em Havana em 1928 e morreu em Paris no ano de 2001.
Foi uma das míticas figuras da cuba revolucinária, famoso não pelas suas armas nem pelas suas palavras, mas pelas suas imagens, nomeadamente a foto Guerrillero Heroico, que tirou quando trabalhava para o jornal Revolución. Diz-se ser o retrato mais reproduzido do mundo a seguir à Mona Lisa. Mas a sua obra não ficou por aí. Eternamente dividido entre guerrilheiros e mulheres, passou a acompanhar Fidel Castro nas suas campanhas a favor de uma cuba moderna. Segundo este não recebia um tostão pelo seu trabalho, era movido apenas contra o desejo de acabar com a injustiça social. Segundo Korda, a necessidade de servir um bem maior surgiu quando viu uma menina agarrada a um pau de madeira, que embalava como uma boneca, visto ser demasiado pobre para comprar uma de verdade. Fotografou-a e gravou-a na memória de todos.

Esta é parte da vivência de 3 estarolas portuenses (bem, uma que já nem é carne nem peixe), que andaram 2 horas à procura de um dos maiores edifícios de lisboa e finalmente, quando passaram uma porta com um degrau perigosamente elevado, ficaram deslumbrados com o talento deste homem.

Recomenda-se. Está em exposição até dia 27 de Janeiro no Edifício da Cordoaria Nacional.






domingo, 17 de janeiro de 2010

rato bora pra água!

Antes de mais, bom ano!

Por estes lados, o início de 2010 foi bom durante cerca de 3 dias, depois está a ser o descalabro total neste manicómio. Trabalhos e mais trabalhos e eu estou com vontade de pegar numa bazuca e distribuir uns tiros piedosos numas certas testas.

Ainda por cima não consigo tirar este vídeo assustador da minha cabeça, por isso decidi partilhá-lo com vocês, ao menos pode ser que não me sinta a enlouquecer sozinha (:






Parabéns Ratxinho!! Tu sabes o resto...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

.a rapariga ligada à corrente.


Foi em 2004 que os vi ao vivo pela primeira vez. Metade do concerto enquanto o sol se punha, outra metade já na penumbra. Aqueles ingleses com umas musiquinhas giras que o nuno tanto ansiava ouvir. Apaixonei-me. Como é que 3 pessoas conseguiam fazer tanto barulho em palco?
Entrou, e tal como nesse dia, assinalou muitos dos momentos da minha vida, bons e maus. É como um daqueles cheiros que recordamos até morrer (não sei se sabiam, mas a memória olfactiva é a mais poderosa, a mais precisa e a última a perder-se, mesmo em casos de demência ou alzheimer, quando já pouco de nós resta, mas ainda recordamos o cheiro daquela pessoa que nos marcou ou daquele lugar que não suportamos), entranha-se e nunca nos larga.



Domingo é um dia peculiar para ver um concerto, não há o cansaço da ressaca - porque arrastamos a noite até os refrões deixarem de se repetir na nossa cabeça - vamos tranquilamente para casa, com frio e com a memória vívida.
Só hoje, as imagens começaram a esmorecer.
Foi lindo, foi a sensação que tive pouquíssimas vezes - Pearl Jam, Muse, só faltava a senhora maçã - a de ser cantada. Parece parte de uma banda sonora estranha, como num sonho, em que observo a minha vida do lado de fora, enquanto ela se desenrola em partes desordenadas que se movem invulgarmente devagar. É difícil de descrever, e podem parecer exageradas as minhas impressões acerca de um simples concerto, mas a minha imaginação é hiperactiva, assim como todas as minhas sensações.


Aplaudo em pé. Bravo!



- Fish in the sea you know how I feel,
River running free you know how I feel
Blossom in the trees you know how I feel...







terça-feira, 17 de novembro de 2009

a melhor parte da noite ( ou todas as senhoras solteiras! )



Finalmente, já vos consigo mostrar a melhor parte do espectáculo que falei no post anterior. Eu sei que é longo, mas vejam até ao fim, vale a pena! A minha parte preferida são os meninos com coragem para vestir uns collants brancos e abanar a anca ao som da beyoncé, e as legendas, as legendas foram uma ideia de génio...


Sketch 5.º Ano da Noite da Medicina FML 2009 from Diogo Medina on Vimeo.


Quanto ao resto, estou há 3 semanas doente, já estou farta de me sentir demasiado cansada para fazer seja o que for, mas com sorte, daqui a uns dias já não existe mais nenhum bicho que me pegue=)

Queria ainda dizer que o Magusto foi fixe, obrigada ratinho, já estava com saudades da minha ex-casa e dos meus manos, só me faltaram o Nelson e o Ricardo.

Para a semana, Londres :D Não vejo a hora!



"Oh, kiss me .
Lick your cigarette, then kiss me."
XO XO




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

chuva.


"Escolho os meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não sabe rir comigo, não sabe sofrer comigo.
Os meus amigos são todos assim: metade parvoíce, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois vendo-os loucos e santos, parvos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."


Oscar Wilde


Vamos ultrapassar a nossa chuva, compreendendo-nos, sobretudo. Vamos aprender um com o outro. Porque é o nosso sonho e é tudo o que importa.

domingo, 4 de outubro de 2009

e pagam-lhes para isto...


Depois de uma tarde inteira ao telefone, tanto com os meninos do IST como com o apoio técnico da TV cabo, aqui está o que aprendi:




- "Hello, IT, have you tried turning it off and on again?"


segunda-feira, 1 de junho de 2009

.amuada.


Todos nós temos dias em que só nos apetece choramingar! Pois eu estou nesses dias! Apetece vitimizar-me por todas as razões possíveis e ainda achar que tenho razão!

Por exemplo, quero vitimizar-me por teres ido embora hoje! Não é justo, eu tenho tantas saudades tuas, apareces durante dois dias e depois puff....e eu fico ainda com mais saudades do que já estava. Especialmente nesta cidade, onde parace que toda a gente gosta de guerrear mesquinhices. Se calhar estou a ser injusta, porque até não é bem isso que considero o problema principal. A gente de cá leva o conceito individualista citadino ao máximo, e só consegue pensar em si. Deve ser chique, não sei... Mesmo que não seja maldade calculada, simplesmente não conseguem evitar avaliar o custo-benefício para si próprio de todos os actos que fazem, nem que seja ajudar um velho a atravessar a rua. Como consequência disso magoam quem, como eu, por ingenuidade ou purra burrice, não consegue compreender certas coisas.

Eu não sei viver assim.

E isto dá o mote para a minha choraminguisse numero dois, porque hoje tive a nítida sensação que a maior parte das pessoas com quem me tenho cruzado ultimamente nesta capital do fim do mundo me consegue enxovalhar quando lhes dá na gana. Eu penso-me ruim, e talvez seja no que diz respeito a assuntos que me deixam vulnerável, mas quando chego à conclusão que faço tudo pelas pessoas de quem gosto - sou tão totó que às vezes até faço pelas que não gosto - fico mais furiosa que a Deolinda quando me tratam mal. E tenho a atitude abebezada que estou a ter neste momento: queixo-me aqui para não ter que gritar para o ar nas traseiras do meu prédio.

E sinto a falta da minha gente do Porto. E agora sinto-me muito melhor, apesar de ter conseguido fazer o único post do mundo onde se conjuga o verbo choramingar em todos os tempos verbais...


"Burritoooooo!!!!!!!ai ai burrito, ai ai burrito, ai ai ai ai"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

:25



Obrigada! Por tudo que me proporcionaram...foi espectacular!! Ao pessoal da unidade sindical, a ti, a ti e a ti pela véspera, e a ti e a ti pelo after. Vocês são a minha família, serão sempre os máiores. Por mim, era assim sempre, faltou-me "apenas" toda a gente do Porto que eu não pude ver... Tchim Tchim.
















































CÊGÊTÊPê - UNIDADE SINDICAL!

sábado, 25 de abril de 2009

o qUe me moVe...


São quase quatro da manhã. Há seis minutos entrei em casa. Porque vivo inquieta, sou e sinto-me inquieta, não sei... E porque quero sempre mais. E porque isto é pura poesia, e merece estar em maiúsculas. E é lindo...

Fragmento 1

"O coração, se pudesse pensar, pararia."

"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."
O Livro do Desassossego
Composto por Bernardo Soares,ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Smile like you mean it...



Realmente isto anda parado.
Para responder à pergunta que muitos me fizeram hoje: Como estou?...hum...

Diria cansada, acho que é isso.

Ponto alto do dia de hoje: ir comprar marcadores novos ao Continente. Acho que isso resume quase tudo.

Aproveito para dizer o que não tenho tido tempo para exprimir: obrigada. tenho saudades vossas. fazem-me falta. falando sério.






sábado, 7 de fevereiro de 2009

e eu queria chamar-me jessica rabbit e viver na bélgica para comer waffles o dia todo.


Acabei de acordar e queria fazer qualquer coisa interessante. Ainda estou meia entorpecida do sonho estranhíssimo que tive. Nada de anormal até agora. Quebrando a rotina habitual que tenho quando acordo para uma casa vazia, não saltei para a banheira e liguei o rádio bem alto. Isto por ordem inversa. Vou à net, é isso! Afinal tenho de ocupar um pouco do meu tempo, estou em época de exames e toda a gente sabe que nesta altura a net é um sítio cheio de coisas interessantes. Ora, dei por mim a querer mudar o visual do blog. Mais claro. Mas não, vamos ler primeiro as novidades do pessoal. Cheguei à conclusão que metade dos meus amigos está ou vai para o estrangeiro, e os que não estão, bem que o parece. e pior, eu vou morrer com saudades, daquelas duas especialmente. Bonito, afinal até há um ano e tal sensivelmente imaginava-me em Londres durante não menos do que outro ano. Fico feliz e penso no que mudou. Já não sinto necessidade de fugir daqui. Ponto positivo. Se me arrependo? Não. Outro ponto positivo. Dos 3 países onde estive no ano que passou, o ponto em comum foi as saudades de casa. Ponto neutro. Concluindo, viajar continua a ser o meu desporto favorito, mas viver abroad não (acabou de falhar a luz em Lisboa. Bem, isto sou eu com delírios de grandeza, falhou em Telheiras, ou pelo menos, na minha rua... Boa, agora como é que ligo o rádio?).
Como dizia, esta mudança de espírito prende-se apenas com o facto de estar cansada deste erasmus prolongado. Supostamente tinha data limite de seis anos. Quando vim para cá, até esperava que conseguisse ficar apenas um, vá três no maximo. Para o ano faz sete, e com mais um de bónus. Quando seis se transformam em oito, que por sua vez arrastam perspectivas de imprevisibilidade, uma miúda tem de por as coisas em ângulo obtuso! Quando terminar isto, ainda tenho de concorrer para sabe-se lá aonde...
E mais, tenho uma coisa que ja não planeava ter nesta altura: vida de estudante. Pés e mão atadas, e corpo completamente livre, se é que me entendem. É confuso. A taxa de positivismo que isto acarreta ao longo do dia anda à volta dos 60%, em média e com condições nomais e no Inverno- aguarda-se uma melhoria na percentagem quando chegar a Primavera - os outros 40% martirizam-se por não serem independentes financeiramente, por não poderem andar para a frente, seja em que direcção for.
E ainda não fiz nada de interessante, afinal. Agora sim apetece-me mesmo tomar um duche longo e ouvir albuns antigos, ou então por a tocar algum cd daqueles hip indie que a xica me põe no iPod. Olha, podia sempre trocar-lhe a capa. E onde é que estava o interesse nisso? Nenhum, mas como disse, pés e mãos atadas e uma responsabilidade enorme. Por isso, as coisas interessantes que posso fazer hoje não podem levar mais de 15 minutos. Senão tinha ido com o pessoal a Alfama, visitar coisas antigas e tirar fotos giras. Ou então tinha ido com o João para o Campo Grande, sempre via pavões. Podia sempre puxar do meu cavalete e começar aquele quadro.
Mas não. Sobeja-me o duche e o rádio. Mas não há luz! E eis senão quando me ocorre a idéia como uma flecha: duche à luz das imensas velas de morango que tenho sempre espalhadas pela casa e música no portátil. Vai ter de ser interessante o suficiente para hoje.

Depois vou-me, que aqui em Portugal a vida é boa, não tão interessante como lá fora, mas parecendo que não, isto até é giro=).


Parabéns! Chilli's tonight, but you're my hot stuff...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SoRry, thE dOg aTe mY hOmEwOrK.


Preguiça.

Se calhar é porque foi o dia da descarga de adrenalina, ou então porque finalmente resolvi as coisas contigo. Gosto tanto de ti. Sou idiota, não sei falar de certas coisas. Sou parvinha, falo demais e só digo idiotices. Mas gosto. Além disso, hoje o mundo estava mais tranquilo. Absorvi algumas coisas que não tinha conseguido "encaixar". Foi a semana do mundo belo e terrível, um tanto ou quanto ao estilo Tim Burton. Não sei o que pensar de muita coisa ainda, mas sei que hoje estou tranquila. Finalmente.


À conta disso, não fiz os trabalhos de casa...Será que se eu levar a prova, o "stôr" doutor perdoa? (:

(from de website: http://www.behance.net/Gallery/Glennz-Threadless-Tee-Designs/149109 )


"Quase Parabéns!Estou feliz=)"