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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

thE moRiarTy to my SherLocK


Intro to Creative Writing: Exercises for Story Writers



  1. Write the first 250 words of a short story, but write them in ONE SENTENCE. Make sure that the sentence is grammatically correct and punctuated correctly. This exercise is intended to increase your powers in sentence writing.
  2. Write a dramatic scene between two people in which each has a secret and neither of them reveals the secret to the other OR TO THE READER.
  3. Write a narrative descriptive passage in a vernacular other than your own. Listen to the way people speak in a bar, restaurant, barber shop, or some other public place where folks who speak differently ("He has an accent!") from you, and try to capture that linguistic flavor on the page.
  4. Play with sentences and paragraph structure: Find a descriptive passage you admire, a paragraph or two or three, from published material, and revise all the sentences. Write the passage using all simple sentences (no coordination, no subordination); write the passage using all complex-compound sentences; write the passage using varying sentence structure. The more ways you can think to play with sentence structure, the more you will become aware of how sentence structure helps to create pacing, alter rhythm, offer delight.
  5. Focus on verbs: Find a passage that you admire (about a page of prose) and examine all of the verbs in each sentence. Are the "active," "passive," "linking?" If they are active, are they transitive or intransitive? Are they metaphorical (Mary floated across the floor.)? What effects do verbs have on your reading of the passage?
  6. Take a passage of your own writing and revise all of the verbs in it. Do this once making all the verbs active, once making all the verbs passive. Then try it by making as many verbs as possible metaphorical (embedded metaphors).

  7. Create character sketches. This is a good exercise to perform on a regular basis in your journal. Sometimes you can just create characters as they occur to you, at other times it is good to create characters of people you see or meet. Some of the best sketches are inspired by people you don't really know but get a brief view of, like someone sitting in a restaurant or standing by a car that has been in an accident. Ask yourself who they are, what they are about. The fact that you don't really know the person will free you up to make some calculated guesses that ultimately have more to say about your own vision of the world than they do about the real person who inspired the description. That's okay, you are NOT a reporter, and ultimately the story you intend to tell is YOUR story.
  8. Write a character sketch strictly as narrative description, telling your reader who the character is without having the character do or say anything.
  9. Revise the above to deliver the character to the reader strictly through the character's actions.
  10. Revise the above to deliver the character strictly through the character's speech to another character.
  11. Revise the above to deliver the character strictly through the words/actions of another character (the conversation at the water fountain about the boss).
  12. Often when we call a character "flat" we mean that the author has failed in some way; however, many good stories require flat characters. Humor often relies on flat characters, but often minor characters in non-humorous pieces are also flat. These characters usually appear to help move the plot along in some way or to reveal something about the main character. A flat character is one who has only ONE characteristic. You can create whole lists of these and keep them in your journal so that you can call upon them when you need a character to fit into a scene.
  13. Young writers are prone to write autobiographical pieces. Instead of writing about people like yourself, try writing about someone who is drastically different in some way from you. Writing about someone who is a good deal older or younger than you will often free up your imagination. It helps to make sure you are delivering enough information to your reader so that the reader can clearly see the character and understand the character's motives.
  14. Write a scene of about five hundred words in which a character does something while alone in a setting that is extremely significant to that character. Have the character doing something (dishes, laundry, filing taxes, playing a computer game, building a bird house) and make sure that YOU are aware that the character has a problem or issue to work out, but do NOT tell your reader what that is. ´

( fonte:)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

D7.

Um.
















Dois.Três.

perfeito.



domingo, 20 de junho de 2010

no dia seguinte, ninguém morreu.


"Por um instante a morte soltou-se a si mesma, expandindo-se até às paredes, encheu o quarto todo e alongou-se como um fluido até à sala contígua, aí uma parte de si deteve-se a olhar o caderno que estava aberto sobre uma cadeira, era a suite número seis opus mil e doze em ré maior de johann sebastian bach composta em cothen e não precisou de ter aprendido música para saber que ela havia sido escrita, como a nona sinfonia de beethoven, na tonalidade da alegria, da unidade entre os homens, da amizade e do amor. Então aconteceu algo nunca visto, algo não imaginável, a morte deixou-se cair de joelhos, e pernas, e pés, e braços, e mãos, e uns ombros que tremiam não se sabe porquê, chorar não será, não se pode pedir tanto a quem sempre deixa um rasto de lágrimas por onde passa, mas nenhuma delas que seja a sua. Assim, como estava, nem visível nem invisível, em esqueleto nem mulher, levantou-se do chão como um sopro e entrou no quarto...(...)

(...) Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que podia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que podia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu."


As Intermitências da Morte - José Saramago
Recebeu a sua carta violeta, mas concerteza que ela o olhou, o contemplou durante muitos anos até ao inevitável.


domingo, 25 de abril de 2010

graVidaDe.


É tarde e não tenho sono. Depois de algum zapping parei num dos canais do costume (aborreco-me facilmente a fazer zapping, não resisto a tantas cores brilhantes). Nunca tinha visto este programa, e ouvi vagamente falar da versão portuguesa, mas não consigo desviar o olhar, não consigo... Lembra-me de como adoro dança, todas as suas formas, de o fazer e de o ouvir... como no outro dia, quando ainda vibrei com uma paixão do rodrigo leão, mas não, não deve ter sido só pelo amor ao tango.
E aí vem ela,poderosa, uma reminescência de como, tal como a música, me emociona. É como borboletas no estômago, revolve-me as entranhas. E é bom (re)encontrar esse pedacinho de mim.

A rapariga que ganhou o concurso é incrível, mas esta aqui, é claramente a minha favorita.
E este vídeo dedicado à "addiction", a expresssão da viciada e do seu vício...impagável.










"Set me free, leave me be
I don't wanna fall another moment into your gravity"

terça-feira, 16 de março de 2010

we're both from wonderland (=



Já não me lembro se repito que adoro a Alice, aquela do Lewis Carroll. Sempre foi a minha personagem favorita. E adoro o Tim Burton, acho que isso já repeti inúmeras vezes. Imaginam então qual foi a minha felicidade quando os consegui ver juntos. Antes do filme estrear, dei por mim reminiscente em memórias, fui (re)ver o filme original de 1951, (re)li o livro em inglês, e como estas coincidências acontecem sempre umas a seguir às outras, o TP veio cá a casa munido de uma mini-série da BBC intitulada Alice, que basicamente é uma adaptação do livro para "o mundo real", se é que o podemos chamar assim. De qualquer maneira, recomendo, é muitíssimo bom (http://www.imdb.pt/title/tt1461312/).
Depois fui ao cinema, pus os óculos 3D e vi o lado mais macabro da Alice. Gostei, especialmente daquela rainha de copas e da sua maneira mimada de dizer "off with their heads". E queria ver de novo, porque acho que me devem ter escapado uns quantos pormenores, e porque gosto de ver alguns filmes mais do que uma vez no cinema.


Tenho uma cena com cartas, aliás acho que a minha dama de espadas é prova disso. Grande parte do nome deste blog prende-se com o facto do Under/Wonderland ser o meu refúgio de criança (isso e uma bebedeira do Nelson que incluiu muito whisky e um baralho de cartas, que agora também não interessa nada). Queria fugir pelo buraco do coelho! Sempre fui um pouco impertinente e empertigada como aquela criança, queria responder a tudo e a todos com o nariz arrebitado enquanto recitava a lição para mim própria. Sobretudo, queria surpreender-me, dizer "curiouser and curiouser", enquanto as pessoas e as coisas encolhiam e aumentavam de acordo com o que penso delas.
Acho que no fundo nunca fui capaz de entender certos morais, nunca encaixei bem as cores do modo em que o mundo as vê, e nunca foi claro para mim porque razão se penaliza a imaginação e a curiosidade. Cresci e integrei o superego, mas parte de mim ainda acha que as melhores pessoas que eu conheço são e serão sempre completamente loucas. E muitas vezes vou atrás do coelho branco (ok, eu distraio-me facilmente...) para o meu país das maravilhas, onde ninguém se compara a ninguém, o chá se toma todos os dias
(porque todos, excepto um, são desaniversários!) numa mesa cheia com as pessoas de quem mais gosto e, sobretudo, onde ninguém se sente só.


"Oh, dear! What nonsense I’m talking!”


sábado, 30 de janeiro de 2010

a liberTaçãO doS abrAçoS.




Abraços...


Quem me conhece sabe que adoro abraços. Adoro tudo o que se consegue dizer num abraço.
Se calhar o meu jeito tosco de revelar sentimentos é de certo modo compensado pela minha forma física de me expressar. Não tenho medo de tocar, de sentir, de exercer aquela pressão leve para por em rebuliço o sistema nervoso simpático.
E não há abraços e abraços, um abraço expressa sempre carinho, seja por saudade, por amor, por medo,admiração ou por tudo em simultâneo. Lembro-me de inúmeras vezes em que simplesmente não conseguia formular uma frase para dizer tudo o que sentia naquele momento, e tentei com todas as minhas forças que o gesto falasse por mim - E não,não foi mais fácil! Foi bem mais difícil, porque abraçar alguém implica quebrar todas aquelas barreiras que construímos à nossa volta e nos protegem tão bem.

Já tinha ouvido falar muitas vezes nesta iniciativa Free Hugs, mas nunca tinha ligado muito, especialmente porque foi um bocado banalizado por aquelas modas do pessoal dos festivais de verão. Pensei que tinha sido ideia de algum gajo com a mania que era superdiferente e supergiro andar aí a dar abraços e a meter-se com gajas (que era exactamente o objectivo dos betinhos de calções de banho às flores do Sudoeste). Porém, no outro dia, andava a coscuvilhar coisas no iPOD e ví o vídeo original da campanha. Apercebi-me que o gajo que eu tinha julgado tão mal, na realidade está mesmo a abraçar pessoas pela felicidade que é receber um abraço.
E mais, o facto de serem "à borla" realmente faz sentido. Senão pensem, quanto custa um abraço? Hoje em dia é muito difícil alguém gostar de outra pessoa ao ponto de a abraçar espontâneamente. E se conseguirem encontrar essa pessoa, primeiro têm de ultrapassar todos os problemas de confiança que ela inevitavelmente vai ter. Depois, têm de tentar não a desiludir no período "de testes" da amizade. Depois disso, têm ainda que a convencer a ultrapassar os estigmas do politicamente correcto e das segundas intenções. E se finalmente conseguirem tudo isso, e fizerem um amigo, é necessário que ele esteja atento suficiente aos vossos problemas para saber quando precisam de um abraço, e que esteja lá para ti e não demasiado ocupado com a escola, o trabalho, o namorado/a, amigo/a colorido, cão, gato e periquito. Ah e que não seja hipocondríaco e com medo que lhe pegues Gripe A ou Herpes genital ou outra coisa qualquer.
Pode ainda achar-se demasiado
cool, ou ridículo e infantil por estar a dar um "abracinho".

E aí sim, talvez.
Isto não custa? e muito?
E se ainda não vos convenci com o meu patuá, pensem, quantas pessoas abraçaram hoje?
E quem vos abraçou?...
E não é bom?...







A little less conversation
a little more action, please.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conhecido DESconhecido










Alberto Diaz Gutierrez, mundialmente conhecido como Korda (pela semelhança com Kodak), nasceu em Havana em 1928 e morreu em Paris no ano de 2001.
Foi uma das míticas figuras da cuba revolucinária, famoso não pelas suas armas nem pelas suas palavras, mas pelas suas imagens, nomeadamente a foto Guerrillero Heroico, que tirou quando trabalhava para o jornal Revolución. Diz-se ser o retrato mais reproduzido do mundo a seguir à Mona Lisa. Mas a sua obra não ficou por aí. Eternamente dividido entre guerrilheiros e mulheres, passou a acompanhar Fidel Castro nas suas campanhas a favor de uma cuba moderna. Segundo este não recebia um tostão pelo seu trabalho, era movido apenas contra o desejo de acabar com a injustiça social. Segundo Korda, a necessidade de servir um bem maior surgiu quando viu uma menina agarrada a um pau de madeira, que embalava como uma boneca, visto ser demasiado pobre para comprar uma de verdade. Fotografou-a e gravou-a na memória de todos.

Esta é parte da vivência de 3 estarolas portuenses (bem, uma que já nem é carne nem peixe), que andaram 2 horas à procura de um dos maiores edifícios de lisboa e finalmente, quando passaram uma porta com um degrau perigosamente elevado, ficaram deslumbrados com o talento deste homem.

Recomenda-se. Está em exposição até dia 27 de Janeiro no Edifício da Cordoaria Nacional.






quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

7.12.2009


2!

:D

























coNsTanteMente veNceNdO os nOsSos anjoS & deMóniOs.

I
U


Parabéns a nós.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

.a rapariga ligada à corrente.


Foi em 2004 que os vi ao vivo pela primeira vez. Metade do concerto enquanto o sol se punha, outra metade já na penumbra. Aqueles ingleses com umas musiquinhas giras que o nuno tanto ansiava ouvir. Apaixonei-me. Como é que 3 pessoas conseguiam fazer tanto barulho em palco?
Entrou, e tal como nesse dia, assinalou muitos dos momentos da minha vida, bons e maus. É como um daqueles cheiros que recordamos até morrer (não sei se sabiam, mas a memória olfactiva é a mais poderosa, a mais precisa e a última a perder-se, mesmo em casos de demência ou alzheimer, quando já pouco de nós resta, mas ainda recordamos o cheiro daquela pessoa que nos marcou ou daquele lugar que não suportamos), entranha-se e nunca nos larga.



Domingo é um dia peculiar para ver um concerto, não há o cansaço da ressaca - porque arrastamos a noite até os refrões deixarem de se repetir na nossa cabeça - vamos tranquilamente para casa, com frio e com a memória vívida.
Só hoje, as imagens começaram a esmorecer.
Foi lindo, foi a sensação que tive pouquíssimas vezes - Pearl Jam, Muse, só faltava a senhora maçã - a de ser cantada. Parece parte de uma banda sonora estranha, como num sonho, em que observo a minha vida do lado de fora, enquanto ela se desenrola em partes desordenadas que se movem invulgarmente devagar. É difícil de descrever, e podem parecer exageradas as minhas impressões acerca de um simples concerto, mas a minha imaginação é hiperactiva, assim como todas as minhas sensações.


Aplaudo em pé. Bravo!



- Fish in the sea you know how I feel,
River running free you know how I feel
Blossom in the trees you know how I feel...







terça-feira, 17 de novembro de 2009

a melhor parte da noite ( ou todas as senhoras solteiras! )



Finalmente, já vos consigo mostrar a melhor parte do espectáculo que falei no post anterior. Eu sei que é longo, mas vejam até ao fim, vale a pena! A minha parte preferida são os meninos com coragem para vestir uns collants brancos e abanar a anca ao som da beyoncé, e as legendas, as legendas foram uma ideia de génio...


Sketch 5.º Ano da Noite da Medicina FML 2009 from Diogo Medina on Vimeo.


Quanto ao resto, estou há 3 semanas doente, já estou farta de me sentir demasiado cansada para fazer seja o que for, mas com sorte, daqui a uns dias já não existe mais nenhum bicho que me pegue=)

Queria ainda dizer que o Magusto foi fixe, obrigada ratinho, já estava com saudades da minha ex-casa e dos meus manos, só me faltaram o Nelson e o Ricardo.

Para a semana, Londres :D Não vejo a hora!



"Oh, kiss me .
Lick your cigarette, then kiss me."
XO XO




quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ósculos*

Bem, não sei se gosto mais da cara de parvo do cão ou do dono...=)
Ora, 1+1+45+...(será que os mesmo bons contam mais?)....+2+7 e meio+ (e os das amigas?) + ... eh lá, gosto!



quarta-feira, 3 de junho de 2009

pAu da baNdeiRa


Aviso: esta curta, protagonizada pelo Seu Jorge e o Selton Mello, tem a duração de dez minutos, e destina-se apenas à paciência de quem gosta de Tarantino.

Basicamente, o meu querido Jorge Mário e aquele que é para mim um dos melhores actores brasileiros fizeram uma curta onde teorizam que todos os filmes do Tarantino são um só. Quer dizer, o Selton teoriza e o Seu Jorge avacalha!

Uma delícia, simplesmente genial.





PS: por falar em sósias, o Selton Mello é a cara chapada do actor norteamericano Seth Rogen!Shhh!

"Todo dia ela faz tudo sempre igual"

sábado, 25 de abril de 2009

o qUe me moVe...


São quase quatro da manhã. Há seis minutos entrei em casa. Porque vivo inquieta, sou e sinto-me inquieta, não sei... E porque quero sempre mais. E porque isto é pura poesia, e merece estar em maiúsculas. E é lindo...

Fragmento 1

"O coração, se pudesse pensar, pararia."

"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."
O Livro do Desassossego
Composto por Bernardo Soares,ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa



sexta-feira, 13 de março de 2009

e tive quatro dias inteirinhos de férias...

...e tenho a dizer isto:



pontuado com isto,



acrescento ainda,




ah, já me ia esquecendo, a ginja também quer dizer isto:


...raisparta a minha faculdade que só me deixa disfrutar de uma mão cheia de dias espectaculares de sol e de noites quentes como a de hoje!


Resumindo,




e mai nada!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

mUst be The rEaSOn wHy YoU're kIng oF mY cAstLe

Há uma linha ténue entre o romantismo e a piroseira.
Hoje perguntaste-me várias coisas para tentares esclarecer a minha opinião sobre a coisa, enquanto lavavas a loiça. Uma delas foi a daquela música pimba (sim,essa é pirosa,já agora),mas como te disse, acho que toda a gente tem uma música, amigos, namorados, inimigos...não há nada de piroso nisso,é a ordem natural das coisas.
Se pensarmos bem,há sempre um nome, um cheiro e uma música que associamos a quem nos desperta sensações fortes. Estive o dia todo a pensar nisso, e quebrando a tradição, aqui está a nossa primeira música, enviada sexta feira treze, e não sábado catorze. Espero que dê sorte.

Sei que não gostas muito dela, mas também sei que a vais associar ao dia em que nos conhecemos para o resto da tua vida. Assim como eu. Não tem nada a ver connosco, não é uma música de amor, até é de raiva. Não é de nenhuma das nossas bandas favoritas (o nosso gosto musical é incompatível, e isso é bom, a sério que é...), mas é nossa, quer queiramos quer não, porque tal como todas as músicas que aproximam pessoas, não fomos nós que a escolhemos.

Amo-te*




"love me or leave me."
Snoopy

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Raid - um por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Imaginem-se a percorrer um socalco montanhoso pintado de verde, com apontamentos de cores quentes e o som da água a pingar desta e daquela encosta...Imaginem agora que este caminho que fazem é traçado para caber uma bibicleta, ou talvez duas bem juntinhas...
E agora mandem-se a ele de jipe!!!


"Trilhos do Estreito" , é uma verdadeira aventura! As paisagem de Castelo Branco são das mais bonitas do país, as pessoas são amáveis e muito aventureiras, o que tornou este passeio ainda mais emocionante! A companhia foi maravilhosa, aparte do condutor a acusar 2,0 g/L na taxa de bazófia.


Um dia que se sintam prontos para a adrenalina, experimentem! Vale muito a pena;)


" ó nariná..ó nariná...tu ta brinca só iá iá"

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

há PaLaVraS paRa tuDo.


É bom adormecer com um post espectacular: http://caderno.josesaramago.org/2008/11/06/palavras/ .

Adoro este homem.

Há quem o chame arrogante, pouco nacionalista, e uma montanha de outras coisas...mas é o facto das suas palavras serem tão simples e as idéias tão claras que me fazem rever no seu génio.
Tenho uma teoria sobre isto (para variar :p ): acho que as coisas mais simples são sempre as mais complicadas de fazer, isto em termos de produção artística. Por exemplo, as músicas mais extraordinárias que já ouvi são muito pouco elaborada, aliás, são os primeiros acordes diferentes (e atenção, sublinho o facto de serem os primeiros e serem diferentes - não estou a falar dos parabéns a você ou das músicas da floribella) que iniciam um novo movimento musical. Os Nirvana, por exemplo. Gostos aparte, o homem era um génio. Só precisou de 3 acordes.

A escrita do Saramago é igual. Ok, o Homem é um prémio Nobel! E vai-se a ler os livros dele, a leitura é fluida e simples, entranha-se nas nossas ondas beta, caramba, é empolgante! Ora, supostamente alguém com uma cultura acima da média, com um domínio extraordinário da língua, e com a importância dele devia escrever livros que eram, no mínimo, uma grandessíssima seca! Complicadíssimos, e mais densos que o nevoeiro das Beiras. Pois não, histórias simples. Palavras claras e inspiradoras. Muito sentimento. Já disse que adoro este Homem?
Meia dúzia de palavras e vai-me pôr uma noite inteira a pensar...gosto:D

"..não se esquecerão de recomendar que quem dá deve dar com as duas mãos para que em nenhuma delas fique o que a outras deveria pertencer."
José Saramago