quinta-feira, 9 de abril de 2009

Nota:


Ando fascinada com os candeeiros de rua.
Isto de usar lentes de contacto é como começar a ver o mundo em HD!

domingo, 29 de março de 2009

vox populi.

Acho que toda a gente já recebeu um e-mail com frases da entrevista médico-doente (sim, é o nome pipi e moderno que se chama ao que dantes era apenas uma consulta...).

Fui a um congresso de Pneumologia na quinta feira, e para minha surpresa, ofereceram-me o livro que serviu de inspiração a esses famigerados e-mails. Foi escrito por um Otorrino do Porto, que passou 30 anos a ouvir, como ele diz, " a medicina na voz do povo".

Posso dizer que já ouvi a minha quota-parte disto. Há muita gente que pode considerar este livro insultuoso, mas se calhar não têm noção que a maioria dos doentes dos hospitais tendem a estar assustados com a sua doença, por mais simples que seja, o que é mais do que natural. Assim, como é típico da condição humana, têm de arranjar explicações para tudo o que desconhecem.

Algumas destas, chamemos-lhes opiniões, são verdadeiras pérolas. E ajudam-nos a chegar ao fim do dia com um sorriso na cara! Nem sempre é fácil, já que esta ignorância, na grande maioria dos casos que me passam nas mãos, é uma benção.
O prefácio do livro foi escrito pelo Júlio Machado Vaz, para quem não sabe é Psiquiatra, e de quem eu não sou especialmente fã, mas de vez em quando até escreve umas coisinhas giras (o mesmo não acontece no su blog, mas enfim...). Resume assim o que a maioria dos médicos pensa (ou devia, se não tiver sido apanhado pelo "bicho"):

"(...) o livro do Carlos, sendo um auxiliar precioso para a arte da Medicina, é também, clandestino por trás da modéstia e discrição do autor, um testemunho inatacável da excelência com que este a pratica."

Então, passei umas boas tardes a rir-me, muito profissional e respeitosamente, claro;)
Genial.

"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido."
"O último antibiograma que fiz dava Proteus Miserável (Proteus Mirabillis). E que miserável que ele era!"
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido" - Referência à manobra de Valsalva hihihi

Sobre otites supurativas (basicamente deitar pus pela orelhas...):

"Deito um pus que parece água de castanhas cozidas."
"Eu esterrincava sangue do ouvido direito. O médico disse-me que me rebentou a tese no ouvido"

Sobre a surdez e os aparelhos auditivos....

"ouço bem, é preciso é falarem-me alto."
"deve ser aquele bichinho, que a gente tem dentro do ouvido, que morreu."
"fizeram-me um exame psicotécnico e verificou-se que os meus ouvidos não ofereciam resistência para condutor de transportes públicos"
" nem aparelho posso usar porque a minha cabeça é alérgica e rejeitou o aparelho"

A boca...
"gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor"
"o médico disse que era um biruço (vírus) e eu acredito que sim, uma vez meti o dedo pela garganta abaixo e lá estava o filho da mãe, trraque, trraque, a morder!"
"O sr.doutor disse que eu tinha as amígdalas putácias (pultáceas)."
"não é nas inginas, é no cano"
"a minha voz fica muito trémula e com ligações ao cérebro."
"a minha espectoração é limpa, assim branquinha, parece, com a sua licença, espermatozóides."
"ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal."
"O que me faz mal é chorar. A água que deito pelos olhos faz-me falta ao cérebro."

Aparelho circulatório e digestivo...

"Eu sou hipertensionário."
"Fui operado ao panquecas" (pâncreas).
"tenho duas úlceras, e é porque o sr dr não puxou por mim,senao tinha mais!"
"tive três úlceras, um macho, uma fêmea e uma de gastrina."
"sr dr a minha mulher tem umas almorródias que, com a sua licença, nem dá um peido."

...e claro, o génito-urinário...

"às vezes prega-se-me uma comichão nas barbatanas..."
"tenho de ser operado ao stick, já fui aos estículos."
"oh sr dr tenho muita ardialeja na via de serventia."
"tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza."

...e finalmente, o que o doente pensa do médico...

"Tem umas mãozinhas, como se diz...é o nambulano!" (number one).

sexta-feira, 13 de março de 2009

e tive quatro dias inteirinhos de férias...

...e tenho a dizer isto:



pontuado com isto,



acrescento ainda,




ah, já me ia esquecendo, a ginja também quer dizer isto:


...raisparta a minha faculdade que só me deixa disfrutar de uma mão cheia de dias espectaculares de sol e de noites quentes como a de hoje!


Resumindo,




e mai nada!

quarta-feira, 4 de março de 2009

eLemeNtaR, meU cARo WatSoN....


Ia escrever uma carta aberta ao excelentíssimo Sr. Professor Doutor Regente de Neurologia, mas achei melhor deixar os insultos para sexta-feira, quando sairem as notas do exame.


Por isso vou deixar aqui uma frase gira que me captou a atenção (o que, diga-se de passagem, hoje não é particularmente difícil. Querendo eu achar que é pelo meu encéfalo à TC-ce revelar uma tendência para diarreia mental na substância branca, que se traduz sintomaticamente em coprolália a copromimia, e também em insónia total induzida por livros, tudo isto tendo como factor desencadeante a passagem por elementos que enverguem um martelinho de plástico ridículo pendurado nos botões da bata):



"A man who moralises is usually a hypocrite"

Oscar Wild



Não tendo capacidade para produzir (mais) nada de interessante hoje, sobeja-me apontar que eu passo a vida a dizer o mesmo e ninguém me leva a sério! Queres ver que tinha de ter vivido no século xix, ter tendências homossexuais e afogar-me em ópio para ser reconhecida por dizer frases que são conclusões estupidamente óbvias?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Smile like you mean it...



Realmente isto anda parado.
Para responder à pergunta que muitos me fizeram hoje: Como estou?...hum...

Diria cansada, acho que é isso.

Ponto alto do dia de hoje: ir comprar marcadores novos ao Continente. Acho que isso resume quase tudo.

Aproveito para dizer o que não tenho tido tempo para exprimir: obrigada. tenho saudades vossas. fazem-me falta. falando sério.






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

mUst be The rEaSOn wHy YoU're kIng oF mY cAstLe

Há uma linha ténue entre o romantismo e a piroseira.
Hoje perguntaste-me várias coisas para tentares esclarecer a minha opinião sobre a coisa, enquanto lavavas a loiça. Uma delas foi a daquela música pimba (sim,essa é pirosa,já agora),mas como te disse, acho que toda a gente tem uma música, amigos, namorados, inimigos...não há nada de piroso nisso,é a ordem natural das coisas.
Se pensarmos bem,há sempre um nome, um cheiro e uma música que associamos a quem nos desperta sensações fortes. Estive o dia todo a pensar nisso, e quebrando a tradição, aqui está a nossa primeira música, enviada sexta feira treze, e não sábado catorze. Espero que dê sorte.

Sei que não gostas muito dela, mas também sei que a vais associar ao dia em que nos conhecemos para o resto da tua vida. Assim como eu. Não tem nada a ver connosco, não é uma música de amor, até é de raiva. Não é de nenhuma das nossas bandas favoritas (o nosso gosto musical é incompatível, e isso é bom, a sério que é...), mas é nossa, quer queiramos quer não, porque tal como todas as músicas que aproximam pessoas, não fomos nós que a escolhemos.

Amo-te*




"love me or leave me."
Snoopy

sábado, 7 de fevereiro de 2009

e eu queria chamar-me jessica rabbit e viver na bélgica para comer waffles o dia todo.


Acabei de acordar e queria fazer qualquer coisa interessante. Ainda estou meia entorpecida do sonho estranhíssimo que tive. Nada de anormal até agora. Quebrando a rotina habitual que tenho quando acordo para uma casa vazia, não saltei para a banheira e liguei o rádio bem alto. Isto por ordem inversa. Vou à net, é isso! Afinal tenho de ocupar um pouco do meu tempo, estou em época de exames e toda a gente sabe que nesta altura a net é um sítio cheio de coisas interessantes. Ora, dei por mim a querer mudar o visual do blog. Mais claro. Mas não, vamos ler primeiro as novidades do pessoal. Cheguei à conclusão que metade dos meus amigos está ou vai para o estrangeiro, e os que não estão, bem que o parece. e pior, eu vou morrer com saudades, daquelas duas especialmente. Bonito, afinal até há um ano e tal sensivelmente imaginava-me em Londres durante não menos do que outro ano. Fico feliz e penso no que mudou. Já não sinto necessidade de fugir daqui. Ponto positivo. Se me arrependo? Não. Outro ponto positivo. Dos 3 países onde estive no ano que passou, o ponto em comum foi as saudades de casa. Ponto neutro. Concluindo, viajar continua a ser o meu desporto favorito, mas viver abroad não (acabou de falhar a luz em Lisboa. Bem, isto sou eu com delírios de grandeza, falhou em Telheiras, ou pelo menos, na minha rua... Boa, agora como é que ligo o rádio?).
Como dizia, esta mudança de espírito prende-se apenas com o facto de estar cansada deste erasmus prolongado. Supostamente tinha data limite de seis anos. Quando vim para cá, até esperava que conseguisse ficar apenas um, vá três no maximo. Para o ano faz sete, e com mais um de bónus. Quando seis se transformam em oito, que por sua vez arrastam perspectivas de imprevisibilidade, uma miúda tem de por as coisas em ângulo obtuso! Quando terminar isto, ainda tenho de concorrer para sabe-se lá aonde...
E mais, tenho uma coisa que ja não planeava ter nesta altura: vida de estudante. Pés e mão atadas, e corpo completamente livre, se é que me entendem. É confuso. A taxa de positivismo que isto acarreta ao longo do dia anda à volta dos 60%, em média e com condições nomais e no Inverno- aguarda-se uma melhoria na percentagem quando chegar a Primavera - os outros 40% martirizam-se por não serem independentes financeiramente, por não poderem andar para a frente, seja em que direcção for.
E ainda não fiz nada de interessante, afinal. Agora sim apetece-me mesmo tomar um duche longo e ouvir albuns antigos, ou então por a tocar algum cd daqueles hip indie que a xica me põe no iPod. Olha, podia sempre trocar-lhe a capa. E onde é que estava o interesse nisso? Nenhum, mas como disse, pés e mãos atadas e uma responsabilidade enorme. Por isso, as coisas interessantes que posso fazer hoje não podem levar mais de 15 minutos. Senão tinha ido com o pessoal a Alfama, visitar coisas antigas e tirar fotos giras. Ou então tinha ido com o João para o Campo Grande, sempre via pavões. Podia sempre puxar do meu cavalete e começar aquele quadro.
Mas não. Sobeja-me o duche e o rádio. Mas não há luz! E eis senão quando me ocorre a idéia como uma flecha: duche à luz das imensas velas de morango que tenho sempre espalhadas pela casa e música no portátil. Vai ter de ser interessante o suficiente para hoje.

Depois vou-me, que aqui em Portugal a vida é boa, não tão interessante como lá fora, mas parecendo que não, isto até é giro=).


Parabéns! Chilli's tonight, but you're my hot stuff...